14 março 2010

EDUCA

Na semente minúscula reside o germe do tronco benfeitor.
No coração da terra, há melodias da fonte.

No bloco de pedra, há obras-primas de estatuária.
Entretanto, o pomar reclama esforço ativo.
A corrente cristalina pede aquedutos para transportar-se incontaminada.

A jóia de escultura pede milagres do buril.
Também o espírito traz consigo o gene da Divindade.
Deus está em nós, quanto estamos em Deus.

Mas, para que a luz divina se destaque da treva humana, é necessário que os processos educativos da vida nos trabalhem no empedrado caminho dos milênios.

Somente o coração enobrecido no grande entendimento pode vazar o heroísmo santificante.
Apenas o cérebro cultivado pode produzir iluminadas formas de pensamento.

Só a grandeza espiritual consegue gerar a palavra equilibrada, o verbo sublime e a voz balsamizante.
Interpretemos a dor e o trabalho por artistas celestes de nosso acrisolamento.

Educa e transformarás a irracionalidade em inteligência, a inteligência em humanidade e a humanidade em angelitude.
Educa e edificarás o paraíso na Terra.

Se sabemos que o Senhor habita em nós, aperfeiçoemos a nossa vida, a fim de manifestá-lo.
Xavier, Francisco Cândido. 
Da obra: Fonte Viva. Ditado pelo Espírito Emmanuel. Capítulo 30. FEB.

28 fevereiro 2010

AMOR E AMIZADE

Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade... 
 O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
 
  O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.

Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

21 fevereiro 2010

ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO

Senhor, muito obrigado!
Pelo que deste e me dás!
pelo ar, pelo pão, pela paz!
Muito obrigado, pela beleza que meus olhos veem no altar da natureza.
Olhos que contemplam o céu cor de anil,
e se detém na terra verde, salpicada de flores em tonalidades mil!



Pela minha faculdade de ver, pelos cegos eu quero interceder,
por aqueles que vivem na escuridão e tropeçam na multidão,
por eles eu oro e a ti imploro comiseração,
pois sei que depois dessa lida, numa outra vida, eles enxergarão!



Senhor, muito obrigado pelos ouvidos meus, que me foram dados por Deus.
Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro,
a melodia do vento nos ramos do salgueiro,
a dor e as lágrimas que escorrem no rosto do mundo inteiro.
Ouvidos que ouvem a música do povo, que desce do morro na praça a cantar.
A melodia dos imortais que a gente ouve uma vez e não esquece jamais.
Diante de minha capacidade de ouvir, pelos surdos eu te quero pedir,
pois sei que depois dessa dor, no teu reino de amor, eles voltarão a ouvir!


Muito obrigado senhor, pela minha voz!
Mas também pela voz que canta, que ensina, que consola.
Pela voz que com emoção, profera uma sentida oração!
Pela minha capacidade de falar, pelos mudos eu te quero rogar,
pelos que sofrem de afazia, não falam de noite, não cantam de dia.
pois eu sei que depois desta dor, no teu reino de amor, eles também cantarão!


Muito obrigado senhor pelas minhas mãos, mas também pelas suas mãos,
Mãos que aram, que semeiam, que agasalham.
Mãos de caridade, de solidariedade. Mãos que apetam mãos.
Mãos de poesias, de cirurgias, de sinfonias, de psicografias,
mãos que numa noite fria, lava louça numa pia.
Mãos que à beira de uma sepultura,
abraça alguém com ternura,num momento de amargura.
Mãos que no seio, agasalham o filho de um corpo alheio, sem receio.
E os pés que me levam a caminhar, sem reclamar. Eu quero te louvar.
Porque eu vejo na Terra, amputados, deformados, aleijados, desgraçados....
e eu posso bailar!!...Por eles eu oro, e imploro, porque sei que depois dessa expiacão,
numa outra situação, eles também bailarão!


Por fim Senhor, muito obrigado pelo meu lar, mas também pelo Seu lar,
pois é tão maravilhoso ter um lar...
não importa se este lar é uma mansão, um ninho, uma casa no caminho, um bangalô,
um grabado de dor, seja lá o que for!
O importante é que dentro dele exista amor!
O amor de mãe, de pai, de irmão...
De alguém que nos dê a mão, nem que seja a presença de um cão,
porque é tão doloroso viver na solidão!
Mas, se eu ninguém tiver, nem um teto para me agasalhar, uma cama para deitar,
não reclamarei, não lastimarei, nem blasfemarei,
porque tenho a ti!


Muito obrigado senhor, porque nasci.
pelo teu amor, muito obrigado senhor!
DIVALDO PEREIRA FRANCO

01 fevereiro 2010

UMA BOA PALAVRA

 No teu relacionamento diário com as pessoas, não te esqueças de endereçar-lhes sempre uma boa palavra.
A palavra de esperança é uma luz que se acende no caminho dos companheiros que se revelam vacilantes na luta.
A palavra de coragem é um apoio para os que necessitam seguir adiante no desempenho das próprias obrigações.
A palavra de compreensão não raro, é mais eficaz que o medicamento prescrito pela medicina convencional aos que se queixam de amargura e desalento.
A palavra de incentivo aos que se dedicam às boas obras, pode ser comparada a preciosa alavanca que guarda consigo o poder de remover as pedras de tropeço.
Não olvides, assim, os prodígios de amor que podes realizar através de uma boa palavra e promova, desde agora, rigorosa triagem nos assuntos ventilados por teu verbo.
Falando, construirás a felicidade ou , ainda falando, arrasarás com os ideais de muita gente.
Fala como se trouxesses Jesus no entendimento e no coração e a tua palavra, em todas as ocasiões, brilhará em teus lábios à feição de uma estrela engastada no céu de tua boca.
QUANTO PODER TEM A PALVRA, UMA VEZ DITA NÃO SE RETROCESSA, POR ISSO PENSAR, SEMPRE É IMPRESCINDÍVEL.
Xavier, Francisco Cândido; Baccelli, Carlos A. Da obra: Brilhe Vossa Luz. Ditado pelo Espírito Irmão José. 4 edição. Araras, SP: IDE.

26 janeiro 2010

Photobucket
Quando vi esta imagem no blog "Alagria de viver" da Rufina, me apaixonei e resolvi colocar aqui, porque representa muito bem esta fase pela qual estou passando.
Tenho ampliado meus voos, assim mesmo, diante de uma janela, pela qual tudo passa e faz parte deste crescimento espiritual. 
Obrigada por cada palavra de carinho de insentivo aqui demonstrado.

19 janeiro 2010

SE AMAR FOSSE FÁCIL

Se amar fosse fácil...
Não haveria tanta gente amando mal,
Nem tanta gente mal amada.

 
Se amar fosse fácil...
Não haveria tanta fome
Nem tantas guerras
Nem gente sem sobrenome.


Se amar fosse fácil...
Não haveria crianças nas ruas sem ter ninguém
Nem haveria orfanatos


 
Porque as famílias serenas adotariam mais filhos
Nem filhos mal concebidos
Nem esposas mal amadas
Nem mixês, nem prostitutas.

 
E nunca ninguém negaria o que jurou num altar
Nem haveria divórcio e nem desquite, jamais...
 
Se amar fosse fácil...
Não haveria assaltantes
E as mulheres gestantes não tirariam seu feto

 
Nem haveria assassinos
Nem preços exorbitantes
Nem os que ganham demais, nem os que ganham de menos.

 
Se amar fosse fácil...
Nem soldados haveria, pois ninguém agrediria
No máximo ajudariam no combate ao cão feroz.

 
Mas o amor é um sentimento que depende de um "eu quero"
Seguido de um "eu espero"
E a vontade é rebelde,
 
O homem, um egoísta que maximiza seu "eu"
 
Por isso, o amor é difícil.
 
Jesus Cristo não brincava quando nos mandou amar.
 
E, quando morreu amando deu a suprema lição...
 
Não se ama por ser fácil,
 
Ama-se porque é preciso! 
 
Desconheço o Autor

A FÉ E A CRENÇA



A fé é a crença naquilo que não se pode ver provar ou tocar.

Fé é mergulhar de cabeça e em velocidade total rumo à escuridão.

Se de fato conhecêssemos previamente as respostas sobre o sentido da vida,

a natureza de Deus e o destino de nossas almas,

nossa crença não seria um salto de fé e não seria um corajoso ato de humanidade;

seria apenas... uma prudente apólice de seguros.

Este é um trecho extraído do livro Comer. Rezar e amar de Elizabeht Gilbert.


Estou lendo este livro e recomendo, é muito interessante.

14 janeiro 2010

Respostas Indiretas


Rogavas, ainda ontem, saúde para o corpo alquebrado e constatavas a presença da enfermidade.

Confiavas, ainda ontem, que o problema moral fosse suavizado ante o auxílio que aguardavas do Céu, e o defrontas a martirizar o coração.

Esperavas, ainda ontem, que os óbices desaparecessem do caminho, considerando a nobreza dos teus intentos, e encontras a dificuldade ampliada como a zombar do teu esforço.

Oravas, ainda ontem, buscando fôrças e robustez para o trabalho, e despertas com as mesmas fraquezas do dia anterior.
Solicitavas, ainda ontem, auxílios eficazes para a continuação do labor socorrista, e surpreendes a ausência dos valores necessários.

Deixas-te abater pelo desânimo, acreditando-te esquecido dos favores divinos.
Sucede, porém, que o Celeste Pai responde aos nossos apelos, não conforme os nossos desejos, mas consoante as nossas necessidades.

A tenra plantinha roga altura; mas sem que robusteça o tronco candidata-se à destruição.
A fonte modesta roga caminho para correr; sem a fôrça da corrente, porém, perde-se, consumida pelo solo.
É necessário, pois, discernir para entender.

Muitas vezes o bem mais eficaz para o doente ainda é a enfermidade.

O lavrador atende ao solo com os recursos que conta em si mesmo e na terra. A chuva e o sol são contribuições que a misericórdia celeste lhe dispensará correspondendo ao mérito da sua seara. Mas não se descoroçoa se o excesso da chuva e o calor do sol lhe destroem a sementeira. Refeito da dor retorna ao campo e prossegue resoluto.

Procura, assim, entender também as respostas indiretas com que o Sublime Amigo nos atende.
Nem sempre o que nos parece o melhor é realmente o melhor para nós. Persevera no trabalho nobre e honroso, atende aos deveres que te competem realizar; e, mesmo que as tuas mãos doloridas e calejadas roguem unguento que não chega, prossegue esperando, firme e sobranceiro, recordando que o fruto nunca precede à florescência e que esta desponta nos dedos da planta que se dilacera para perpetuar a própria espécie. Deixa-te chegar, e, coroado com o suor, o sangue e as lágrimas do teu esfôrço, as flores da esperança no Céu responderão às tuas ansiedades com os frutos da paz e da felicidade.
Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Florações Evangélicas. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Capítulo 52. Salvador, BA: LEAL.

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